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Bessin-Tremblay Chablis Grand Cru Valmur 2022

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2022
Região
Bourgogne
Tipo
Branco
Castas
Chardonnay
Grau alcoólico
13,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool13,5% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 13,5% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 10–12 °CFrigorífico 2 h · tire-o 10 min antes de servir
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Bessin-Tremblay Chablis Grand Cru Valmur 2022 é um vinho branco de altíssima qualidade produzido na prestigiada região de Chablis, na Borgonha, França. Elaborado inteiramente a partir da casta Chardonnay, este Grand Cru reflete a maestria do Domaine Bessin-Tremblay, gerido por Romain e Antoine Bessin, que praticam uma agricultura focada na expressão pura do terroir.

The Wine AdvocateRP 96Avaliado por: Kristaps Karklins

Baseado numa viticultura criteriosa, o Chablis Grand Cru Valmur 2022 da Bessin-Tremblay volta a afirmar-se como uma das referências desta histórica vinha. No copo, revela um bouquet de extraordinária complexidade, com aromas de raspa de toranja, funcho e cera de abelha, entrelaçados com notas de fruta fresca de pomar. Na boca, apresenta-se encorpado, profundo e estratificado, sustentado por uma acidez vibrante e uma personalidade mineral e tensa, terminando com um final persistente e marcadamente salino. Conserva toda a tensão e o carácter tipicamente chablisiano, conjugando de forma notável a generosidade da vindima de 2022. Embora muitos produtores manifestem preocupação com o aquecimento do clima, os Bessin voltaram a produzir um conjunto de vinhos de excelência e, dentro da sua gama, é difícil encontrar uma expressão superior a este Valmur.

Jean-Claude Bessin reformou-se oficialmente, passando o comando da propriedade para os seus filhos, Romain e Antoine. Atualmente, Romain é responsável pelo trabalho nas vinhas, enquanto Antoine dirige a adega. O que anteriormente era conhecido como Domaine Jean-Claude Bessin passou a chamar-se Domaine Bessin-Tremblay — o nome Tremblay corresponde ao apelido da mãe de Romain, cuja família está na origem de muitas das vinhas do domaine. O nome mudou, mas a qualidade desta propriedade de 12,3 hectares, situada em La Chapelle Vaupelteigne, continua a impressionar.

Como os próprios Bessin explicam, apreciam a acidez e a tensão características de Chablis, desde que acompanhadas por substância e volume. Esta filosofia traduz-se de forma exemplar em vinhos de grande precisão, concentração, textura e definição. O método de produção começa com vindima manual, seguida de fermentação e estágio numa combinação de barricas de carvalho usadas — cerca de 20% a 25% nos Premiers Crus e um terço no Fourchaume La Pièce Au Comte e no Grand Cru Valmur — e cubas de aço inoxidável. Os vinhos permanecem sobre as borras durante períodos que podem chegar aos 18 meses, sendo de aproximadamente 14 meses nos vinhos de nível Village.

A viticultura e a produção nesta propriedade cumprem integralmente os requisitos da certificação biológica, prática que se mantém há vários anos, com exceção de um único produto utilizado pelos Bessin para evitar a precipitação de tartaratos nos vinhos. Desde 2022, todos os vinhos são engarrafados com rolhas Diam Origine.

Esta propriedade merece verdadeiramente maior reconhecimento, pois está entre os quatro ou cinco melhores domaines de Chablis. Em anos favoráveis, produz sete vinhos; em anos mais difíceis, a gama reduz-se a apenas quatro cuvées. Todos são altamente recomendados. Estes vinhos reúnem tudo aquilo que se procura num grande Chablis: pureza, tensão, mineralidade, concentração, textura e extraordinária capacidade de envelhecimento.

Publicado em: 6 de março de 2025

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.