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Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2012

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2012
Região
La Rioja
Tipo
Tinto
Enólogo
María Vargas
Grau alcoólico
14% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool14% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 5 de 5 — Encorpado e denso – como natas espessas

Acima do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio Este vinho

Na prática, neste vinho

Para pratos intensos: carnes no forno, caça, guisados, queijos fortes. Um copo largo ajuda a abrir.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 2 de 5 — Macio – textura aveludada

Abaixo do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios Este vinho
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Acompanha aves, porco e massas sem pesar.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 14% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Em linha com o típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 14% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Decantação Decantar 30 minSirva com cuidado: pode ter depósito.

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Descrição

Castillo Ygay é um dos rótulos centenários de Rioja, concebido segundo a serigrafia dos primeiros vinhos da região. De facto, foi um dos primeiros vinhos a nascer em Rioja, quando os viticultores franceses, afetados pela filoxera, chegaram à zona para se abastecerem. Um vinho obrigatório para saber o que é um Rioja clássico adaptado aos tempos, que conta sempre com o apoio da crítica internacional, como demonstram os 100 pontos Suckling obtidos nesta colheita de 2012.

James Suckling: Tantas notas de flores secas, cogumelos, ferro, ferrugem, frutas vermelhas doces e laranja grelhada. Corpo cheio, com taninos muito elegantes e refinados que derretem na boca e proporcionam uma verdadeira sensação de terroir e integridade. Equilibrado e harmonioso. A finesse e o final são intermináveis. A produção foi 30% menor do que em 2011. Já está delicioso para beber. Um futuro maravilhoso. Este é o novo 1934 ou 1964, duas lendas. Beba agora ou guarde.

Tim Atkin: Não haverá vinhos tintos Castillo Ygay em 2013, 2014 ou 2015, então os seus muitos fãs fariam bem em estocar agora. Produzido numa safra que María Vargas considera excecional, este vinho combina Tempranillo com 19% de Mazuelo. Envelhecido em carvalho americano e uma quantidade menor de carvalho francês, apresenta aromas atraentes de bálsamo, folha de tabaco e especiarias aromáticas, além de uma estrutura e profundidade maravilhosas, camadas de frutas como amora, figo e frutas vermelhas, e um final persistente impulsionado pela acidez. 2026-2040.

The Wine Advocate: Provei novamente o Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2012, pois o vinho não foi produzido em 2013, 2014 ou 2015, e a safra de 2016 só será lançada em 2027. As próximas safras serão 2017, 2019 e 2021. O 2012 foi elaborado com uma mistura de 81% Tempranillo e 19% Mazuelo (Cariñena), proveniente da parcela La Plana, na propriedade Ygay, plantada em 1950 a 485 metros de altitude, a mais alta da propriedade. O Tempranillo foi colhido entre 17 e 19 de setembro, e o Mazuelo em 25 de setembro. Os cachos foram desengaçados e levemente prensados para fermentar em aço inoxidável por 10 dias, com remontagens constantes e délestages. O Tempranillo envelheceu por 34 meses em barris de carvalho americano, enquanto o Mazuelo passou os mesmos 34 meses em barricas francesas, sendo então misturados e transferidos para tanques de concreto por mais 20 meses. O vinho tem 14% de álcool, pH de 3,65 e 5,8 gramas de acidez (medida em ácido tartárico por litro). É especiado, com notas abundantes de chão de floresta, trufas, folhas secas, cinza de charuto e madeira de cedro, com um paladar muito saboroso, quase salino. Está a evoluir lentamente e deve durar para sempre... Foram produzidas 103.216 garrafas, 3.121 magnums e alguns formatos maiores. Foi engarrafado em maio de 2019. (Luis Gutiérrez)

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.