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Château Petrus 2012/2013/2014

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Bordeaux
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
14,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool14,5% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Em linha com o típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 3 de 5 — Presente – um aperto suave nas gengivas

Em linha com o típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes Este vinho
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

À vontade com carnes grelhadas e queijos de pasta dura.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 14,5% vol

Nível 5 de 5 — Quente e intenso – um calor que se prolonga

Acima do típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 14,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais Este vinho

Na prática, neste vinho

Pede pratos ricos e servido um pouco mais fresco, para domar o calor. Copos pequenos e sem pressa.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Château Pétrus 2014 é um vinho tinto extraordinário e altamente exclusivo produzido na prestigiada região de Pomerol, em Bordéus (França). Elaborado pelo enólogo Olivier Berrouet, este exemplar é composto por 100% Merlot, cultivada no icónico e raro solo de argila azul característico da propriedade. A colheita de 2014 destaca-se pela sua subtileza, frescura e elegância aristocrática, afastando-se do perfil puramente potente para focar numa precisão cirúrgica de fruta e mineralidade.

Jancis Robinson atribuiu 18.5/20 pontos ao Château Pétrus 2014, elogiando o seu perfil etéreo, textura refinada e características que lembram um grande Borgonha. A crítica destacou notas minerais, uma "cauda de pavão" no final e uma longa janela de consumo, sugerindo beber entre 2022 e 2040.

Na sua avaliação do Château Pétrus 2014, James Suckling atribuiu-lhe 98 pontos e descreveu-o como um vinho de rara inspiração, chegando a classificá-lo como uma expressão de “verdadeira iluminação”.

AromaNo nariz, revela uma notável complexidade aromática, onde predominam elegantes notas florais, acompanhadas por amoras silvestres maduras, apontamentos minerais e nuances de cedro. Com a evolução no copo, surgem camadas adicionais de chocolate negro, frutos azuis e subtis notas de noz, conferindo profundidade ao conjunto.

BocaEm boca, apresenta-se encorpado e extraordinariamente concentrado, evidenciando uma densidade e intensidade pouco comuns para a colheita de 2014. A textura impressiona pela finura do grão tânico, simultaneamente compacto e refinado, proporcionando uma sensação de grande precisão e equilíbrio.

FinalO final de prova destaca-se pela sua excecional persistência, desenvolvendo-se de forma contínua e envolvente, numa progressão que Suckling comparou a uma cascata. Os taninos, robustos e estruturantes, encontram-se perfeitamente integrados, contribuindo para uma arquitetura harmoniosa e de elevada elegância.

Na conclusão da sua análise, o crítico considerou este Pétrus um dos exemplares mais notáveis da vindima, sublinhando o seu extraordinário potencial de envelhecimento. À data da prova, realizada em fevereiro de 2017, estimava que necessitasse de mais quatro a cinco anos de garrafa para atingir a sua plenitude, apontando 2023 como o início da sua janela ideal de consumo.

É um dos vinhos mais famosos do mundo; o nome Pétrus eletriza imediatamente os amantes de Bordeaux. No entanto, as quantidades são tão pequenas, com cerca de 30.000 garrafas anualmente, que muitos amantes do vinho têm que se contentar com o som do nome. Quando se trata de preços, o lendário castelo está no mesmo nível do seu grande equivalente na Borgonha, o Domaine de La Romanée-Conti. No entanto, qualquer um que espere um castelo magnífico aqui provavelmente ficará desapontado. Uma das grandes lendas do mundo internacional do vinho é criada numa pequena e elegante mansão no estilo típico de Bordelais; quase se poderia ignorá-la. Pétrus é mencionado pela primeira vez pelo nome em 1817, mas a subida íngreme não começou até que Madame Edmond Loubat entrou no negócio e guiou as fortunas do castelo até 1961. Foi então vendido ao conhecido e agora famoso comerciante de vinho Jean Pierre Moueix, que finalmente o transformou numa celebridade absoluta de Bordelais. 11 hectares de videiras são plantados em Pétrus naquele solo argiloso ferruginoso único que tem apenas uma fina camada de areia e seixos. É esse solo que dá aos vinhos Pétrus - 95 por cento Merlot - aquela riqueza e profundidade incomparáveis. Os 5 por cento restantes de Cabernet Franc são usados exclusivamente conforme a qualidade da colheita, na qual o trabalho no vinhedo e na adega também têm uma influência significativa. A colheita seletiva no vinhedo é extremamente elaborada e reduz drasticamente os rendimentos. Não há segundo vinho, uvas inadequadas são vendidas para outros produtores de vinho. A fermentação suave é seguida pelo envelhecimento em barricas de carvalho novas por cerca de dois anos. Então, hoje, cada garrafa de Pétrus, se puder encontrar uma, representa um dos grandes mitos do mundo do vinho.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.