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La Faraona 2021

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2021
Região
D.O. Bierzo
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
13,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool13,5% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Abaixo do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 3 de 5 — Presente – um aperto suave nas gengivas

Em linha com o típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes Este vinho
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

À vontade com carnes grelhadas e queijos de pasta dura.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 13,5% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Em linha com o típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O La Faraona 2021 é um dos vinhos tintos mais exclusivos, cobiçados e aclamados de Espanha, produzido pela prestigiada adega Descendientes de J. Palacios na prestigiada D.O. Bierzo. Criado pelo conceituado enólogo Álvaro Palacios e pelo seu sobrinho Ricardo Pérez Palacios, esta colheita alcançou a pontuação quase perfeita de 99 pontos Robert Parker (Wine Advocate) e 99 pontos James Suckling. Devido às condições climatéricas desafiantes do ano de 2021, a produção foi extremamente limitada: foram produzidas apenas 647 garrafas padrão (de 75 cl), o que eleva o seu preço médio de mercado para cerca de 2.000 € por garrafa.

The Wine AdvocateRP 99Avaliado por: Luis Gutiérrez

O La Faraona 2021 é expressivo e aromático, com notas de ervas mediterrânicas e sugestões de grãos e cereais, revelando uma complexidade considerável e desenvolvendo notas de anis-estrelado e funcho. Tal como todos os vinhos de 2021, apresenta uma elegância extraordinária. Ricardo Pérez Palacios contou-me que estão a conseguir alcançar o equilíbrio na vinha; o vinho é crocante, e a combinação dos taninos com a acidez proporciona uma sensação de frescura superior àquela que o pH ou a acidez isoladamente poderiam sugerir. Revela um pouco mais de suculência e também maior profundidade.

Trata-se de uma vinha extremamente exigente e, em 2021, foi feita uma seleção muito rigorosa, uma vez que foi um ano desafiante. A vindima foi realizada em mais de quatro passagens e foram produzidas três cubas distintas, das quais apenas uma acabou por ser selecionada. Ricardo comparou-o com o 2015, que apresenta um pouco mais de volume e é ligeiramente mais maduro.

Foram produzidas apenas duas barricas, que deram origem a 647 garrafas, 19 magnums, cinco double magnums e quatro Jeroboams. O vinho foi engarrafado em dezembro de 2022.

Provei os vinhos de 2021 já engarrafados e os de 2022 a partir da barrica. Segundo Ricardo Pérez Palacios, 2021 foi o ano mais desafiante de sempre, uma colheita em que a Mencía simplesmente não queria amadurecer! Desde muito cedo, o Moncerbal destacou-se e revelou-se como uma das melhores colheitas de sempre para este paraje.

2021 foi um ano atípico, mais fresco, mas com um final de ciclo quente e seco. Algumas uvas foram vindimadas no final de agosto, mas depois tiveram de parar porque as uvas não amadureciam! Por isso, o Pétalos apresenta apenas 13,5% de álcool.

Alguns vinhos apresentam um caráter redutivo; foi um ano mais fresco e seco, e os vinhos refletem esse perfil, mais continental e frio, apesar do calor registado em julho e agosto. Os vinhos são suculentos e aromáticos, revelando uma frescura muito superior àquela que inicialmente antecipavam.

Apresentam um teor alcoólico moderado — todos em torno dos 13,5% — e um perfil mais estreito e definido. Deverá ser uma colheita de grande longevidade, talvez não tão suculenta como a de 2018, mas com um equilíbrio e uma frescura muito bons.

Agora, já em garrafa e com a perspetiva proporcionada pelo tempo, os vinhos estão a evoluir muito bem. Talvez não atinjam a grandeza dos 2018, mas revelam elegância e delicadeza, evoluindo lentamente. A partir de 2021, todos os vinhos, com exceção do Pétalos, são certificados como biológicos.

2022 foi um ano muito desafiante, mas, surpreendentemente, os vinhos revelaram-se mais equilibrados e melhores do que aquilo que esperavam. O teor alcoólico ficou abaixo do previsto; as videiras entraram em bloqueio devido ao clima muito quente e seco, ou, pelo menos, o álcool não subiu tanto, embora a acidez tenha começado a diminuir.

Os rendimentos foram elevados e as castas brancas apresentaram uma qualidade muito boa. Utilizaram uma quantidade significativa de uvas brancas, próxima dos 10% a 12% permitidos, quando normalmente utilizam entre 6% e 8%. No momento da prova, os preços dos vinhos de 2022 ainda não tinham sido definidos.

Até ao momento, 2023 apresenta-se como um ano muito bom e fresco, mas marcado por um ataque maciço de míldio, particularmente intenso nas zonas mais baixas do Bierzo, no fundo do vale, do que nas zonas de maior altitude, como as encostas de Corullón.

Publicado em: 10 de agosto de 2023

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.