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Pequenos Rebentos Viagem ao Princípio do Mundo 2020/2021

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Vinho Verde
Tipo
Branco
Enólogo
Márcio Lopes
Castas
Alvarinho
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Vinho Verde · âmbar

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool13% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Vinho Verde

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 8–10 °CFrigorífico 3 h · ou balde com gelo e água 20 min
CopoCopo de branco

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Descrição

O Pequenos Rebentos Viagem ao Princípio do Mundo é um vinho branco topo de gama produzido pelo enólogo Márcio Lopes na região de Monção e Melgaço. Elaborado 100% com a casta Alvarinho, destaca-se pelo seu método de produção singular que inclui estágio sob "véu de flor" em barricas de Jerez.

The Wine AdvocateRP 95Avaliado por: Luis Gutiérrez

O 2020 Pequenos Rebentos Viagem Princípio do Mundo é um novo vinho branco produzido com Alvarinho. Foi inspirado no último filme de Marcelo Mastroianni, sobre um francês que viaja até Melgaço, à terra de origem da sua família; fala apenas francês e não compreende português.

A intenção para este vinho foi encontrar uma parcela em Melgaço e vinificá-la ao estilo À Moda Antiga, com os cachos inteiros e contacto com as películas em pequenas caixas de plástico, sendo as uvas pisadas a pé e fermentadas com leveduras indígenas, permanecendo as películas e os engaços durante a fermentação. Posteriormente, o vinho estagiou durante 24 meses em cascos usados de Jerez, onde desenvolveu uma camada de leveduras de flor.

A componente especiada proveniente do Jerez é aqui muito subtil. O vinho apresenta uma cor âmbar brilhante, e o nariz não é propriamente varietal; é muito complexo, marcado pelo efeito do contacto com as películas, dos cascos de Jerez e das leveduras de flor, revelando-se subtil, cheio de nuances e muito diferente.

BocaNa boca, apresenta-se sério e equilibrado, com textura e sabor, terminando com uma sensação quase salgada. Foram engarrafadas 1.000 garrafas em outubro de 2023.

Márcio Lopes trabalha na sub-região de Monção e Melgaço, nos Vinhos Verdes, desde 2010. Possui dois hectares de vinha, dos quais 0,5 hectares são de Alvarinho, sendo o restante constituído por vinhas velhas conduzidas em pérgola, plantadas com castas tintas. Trabalha as vinhas sem herbicidas, de forma biológica, embora sem certificação.

Para conseguir produzir as suas 150.000 garrafas anuais, trabalha também com 30 produtores locais, que no conjunto possuem cerca de 20 hectares. Percorreu já um longo caminho desde que produziu as suas primeiras 2.000 garrafas de Alvarinho, em 2010...

2021 foi uma vindima fresca e muito interessante, com vinhos que inicialmente se mostravam fechados, mas que agora estão a revelar-se muito bem.

2022 foi um ano muito seco; se não fossem as chuvas de novembro e dezembro, teria sido o ano mais seco do século. Foi também um ano quente, e os vinhos apresentam uma acidez mais baixa.

2023 foi uma vindima equilibrada, talvez não o melhor ano, mas os vinhos são bonitos, quentes e secos, embora não tanto como os de 2022. Ainda assim, 2022 terá sido talvez melhor para o Alvarinho...

2024 foi uma vindima irregular, com uma colheita seca e uvas em bom estado sanitário, inserida numa estação globalmente mais fresca, com boas chuvas e muito calor em julho. Os vinhos apresentam tensão e acidez.

Publicado: 27 de março de 2025

The Wine AdvocateRP 96Avaliado por: Luis Gutiérrez

O Pequenos Rebentos Viagem Princípio do Mundo 2021 é cremoso, complexo, com notas de levedura e especiarias, apresentando um palato incisivo, marcado por uma acidez cítrica que provoca salivação. Mostra-se muito jovem e vibrante, refletindo fielmente as características de um ano mais fresco. Apresenta uma cor quase amarelo-fluorescente — na maioria das vezes, um bom sinal — e um nariz complexo e cheio de nuances.

Tem 13% de álcool, revelando uma boa maturação e desenvolvimento dos aromas e sabores, bem como parâmetros muito equilibrados de acidez e frescura, com um pH de 3,17 e 6,5 gramas de acidez. Apesar do processo e do estágio, que poderiam parecer algo intrusivos — 24 meses em cascos de Jerez, com alguma presença de véu de flor formado por leveduras —, estes elementos constituem apenas uma nuance num branco muito complexo e extraordinário.

Infelizmente, o preço é bastante elevado e a disponibilidade é reduzida: existem apenas 522 garrafas, que foram engarrafadas em outubro de 2023. Mas o vinho é soberbo!

Márcio Lopes, que também designa o seu projeto por Pequenos Rebentos, trabalha na sub-região de Monção e Melgaço, nos Vinhos Verdes, e no Douro. Possui dois hectares na zona de Melgaço, sendo meio hectare de Alvarinho e 1,5 hectares de antigas vinhas em pérgola de castas tintas. Trabalha também com 30 viticultores locais, num total de 20 hectares, produzindo cerca de 150.000 garrafas.

Ao provar os seus vinhos, pensei em Xurxo Alba Padín, da Albamar, nas Rías Baixas, pois ambos apresentam uma gama muito diversificada de vinhos, todos eles muito característicos e capazes de expressar coisas muito diferentes a partir da mesma casta, Alvarinho/Albariño. É um dos meus produtores favoritos nos Vinhos Verdes.

Provei vinhos das colheitas de 2024 a 2021. 2024 foi equilibrado e sério, com elevado potencial; 2023 foi muito floral e mais delicado; 2022 foi seco e quente, com cachos muito pequenos e vinhos mais intensos e estruturados; e 2021 foi um ano fresco, dando origem a vinhos com grande acidez e excelente potencial de envelhecimento.

Publicado em: 2 de abril de 2026

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.