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Bodega Vega-SiciliaRibera del Duero

Vega Sicilia Unico 2014/2026

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
14% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool14% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 5 de 5 — Encorpado e denso – como natas espessas

Acima do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio Este vinho

Na prática, neste vinho

Para pratos intensos: carnes no forno, caça, guisados, queijos fortes. Um copo largo ajuda a abrir.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 5 de 5 — Robusto e granuloso – seca a boca e pede comida

Acima do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos Este vinho

Na prática, neste vinho

Pede carne, caça ou queijos curados. Decante e dê-lhe tempo no copo, ou guarde-o mais uns anos.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 14% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Em linha com o típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 14% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Vega Sicilia Único 2016 é um dos vinhos mais prestigiados de Espanha, lançado no mercado em janeiro de 2026 após o tradicional período de 10 anos de estágio na adega. Esta colheita é descrita como "monumental" e marcada por uma elegância e frescura superiores às colheitas mais densas de 2014 e 2015.

The Wine AdvocateRP 99Avaliado por: Luis Gutiérrez

O Único 2016 apresentou-se perfumado e elegante, evidenciando uma excelente colheita na região. O enólogo Gonzalo Iturriaga começou em 2015 — um ano poderoso — e recorda 2016 como um ano muito equilibrado, com maiores rendimentos e vinhos mais finos e delicados. O inverno foi ameno, houve uma primavera mais fresca do que a média e um verão quente. Setembro foi seco, o que proporcionou uvas saudáveis e uma maturação equilibrada. A vindima começou a 22 de setembro e terminou a 11 de outubro.

O vinho engarrafado é composto por 96% Tinto Fino e 4% Cabernet Sauvignon, com 14,5% de álcool, pH de 3,82 e 4,8 gramas de acidez. Apresenta o clássico perfume “Vega”, inebriante, complexo e cheio de nuances, com muita personalidade e um paladar muito energético, vibrante e fresco, sem faltar potência, mas com grande elegância. O vinho é lançado 10 anos após a vindima, combinando estágio em barricas novas e usadas de carvalho americano e francês, bem como em tonéis de carvalho de 20.000 litros, passando também bastante tempo em garrafa. Trata-se de uma colheita monumental de Único. Foram produzidas 92.292 garrafas, 3.695 magnums e alguns formatos maiores. Foi engarrafado em maio de 2022.

Na Vega Sicilia, aumentaram a capacidade em recipientes de carvalho de maior dimensão, utilizando-os no estágio durante o primeiro ano, e experimentaram leveduras não-Saccharomyces. Em 2024 e 2025, introduziram ainda uma nova linha de engarrafamento e novos materiais como o vidro. Classificaram os seus 180 hectares de vinhas em 55 parcelas diferentes e 19 tipos de solo. A produção varia entre 240.000 e 325.000 garrafas, dependendo da colheita. Os três vinhos apresentados em 2026 tinham um perfil muito “Vega”, com aquela paleta aromática distinta que os diferencia dos restantes vinhos da Ribera del Duero.

Publicado: 15 de janeiro de 2026

The Wine AdvocateRP 98

Revisto por: Luis Gutiérrez

O 2014 Único foi produzido com uvas provenientes de 40 hectares de vinhas selecionadas entre os 210 hectares que a adega possui. As uvas foram colhidas entre 20 de setembro e 3 de outubro, e o lote foi composto por 94% Tinto Fino e 6% Cabernet Sauvignon. Fermentou em cubas de carvalho com leveduras indígenas, com fermentação malolática em aço inoxidável. A primeira fase do envelhecimento decorreu em barricas de 225 litros e a segunda em cubas de carvalho de 20.000 litros, sendo que o estágio total durou 10 anos entre madeira e garrafa.

É um ano que combina potência e elegância; é concentrado, mas com subtileza. Tive a oportunidade única de prová-lo a partir de uma garrafa magnum há um ano e fiquei verdadeiramente impressionado. Esta prova confirmou essas sensações. 2014 foi uma boa colheita na região, um ano com boa pluviosidade e uma grande produção, não tão potente como 2012 ou 2015, mas um ano de grande finesse.

O vinho mostra-se muito equilibrado, com menor teor alcoólico e madeira bem integrada, crocante, fresco e ainda jovem. Tem um perfil bastante clássico; é elegante, de estrutura fina, mas também poderoso, mais próximo dos Único de antigamente. Deve ser uma das melhores colheitas dos últimos tempos.

Apresenta 14% de álcool, pH de 3,85 e cinco gramas de acidez (em ácido tartárico) por litro de vinho. Foi uma das maiores produções de Único: 104.606 garrafas, 3.612 magnums, 356 double magnums, 50 imperiais e cinco Salmanazars. Foi engarrafado em junho de 2020. Parece que os anos terminados em quatro — 1994, 2004, 2014 (mas não 1984, que não foi produzido) — são muito bons aqui. Teremos de esperar para ver o que acontece com 2024.

Como faço todos os anos, provei todo o portefólio do grupo Vega Sicilia e publiquei as notas de todos os vinhos lançados em 2024 no início do ano. Mais tarde, provei os restantes vinhos da região do Douro e achei que deveria incluir novamente a Vega Sicilia neste artigo, para contexto e maior completude.

Publicado: 13 de junho de 2024

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.