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J.L. Chave SélectionCôtes Du Rhône

J.L. Chave Sélection Côtes-du-Rhône "Mon Coeur" 2009

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2009
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
14% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool14% vol
Intensidade

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 2 de 5 — Ligeiro, mas com presença – como leite meio-gordo

Abaixo do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a ficha de prova da Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro Este vinho
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Bom com peixe, aves e cozinha vegetariana; não abafa sabores delicados.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 4 de 5 — Firme – como um chá preto forte

Acima do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a ficha de prova da Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes Este vinho
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Brilha com carne vermelha e gordura: a proteína suaviza os taninos. Decantar ajuda.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a ficha de prova da Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 14% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Em linha com o típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a ficha de prova da Vinogrande — No rótulo: 14% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Perfil do vinho · Tinto

Intensidade

Nível 4 de 5 — Expressiva – os aromas saltam do copo

Em linha com o típico (3,9) · Típico: média de 84 tintos da Vinogrande

O que é

A intensidade aromática é a força com que os aromas se mostram: fruta, flores, especiarias, madeira, notas de evolução.

Onde se sente

No nariz, antes de provar: a força com que os aromas sobem do copo. Rodar o copo liberta-os.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a ficha de prova da Vinogrande.

É uma avaliação sensorial, sem número de laboratório. Só a mostramos quando a descrição do vinho ou uma crítica a refere.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Discreta: é preciso procurar
  2. 2Delicada
  3. 3Média: aromas claros
  4. 4Expressiva Este vinho
  5. 5Exuberante: enche o copo

Na prática, neste vinho

Aguenta cozinha aromática: ervas, especiarias suaves.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura16–18 °C
CopoCopo de tinto (bojudo)
DecantaçãoDecantar 30–60 min; servir com cuidado o depósito

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Descrição

O J.L. Chave Sélection Côtes-du-Rhône "Mon Coeur" 2009 é um vinho tinto francês de excelente relação qualidade-preço, produzido pelo braço de negociante (négociant) de uma das famílias mais lendárias do Vale do Ródano (Rhône), cujo legado vitivinícola remonta a 1481.

Enquanto os vinhos principais do Domaine Chave (como o cobiçado Hermitage) alcançam valores astronómicos, a linha Sélection oferece uma perspetiva acessível do rigor técnico e da mestria de mistura de Jean-Louis Chave.

Notas de Prova – Colheita de 2009

A colheita de 2009, marcada por condições particularmente favoráveis no Vale do Ródano, deu origem a vinhos de grande concentração, riqueza aromática e estrutura.

No nariz, revela um perfil intenso e complexo, dominado por notas de frutos negros e azuis maduros, como amoras e mirtilos, envolvidas por delicados apontamentos florais de violeta. Surgem ainda nuances de pimenta preta, couro, alcaçuz e subtis notas minerais e fumadas, que acrescentam profundidade e personalidade ao conjunto.

Na boca, evidencia um equilíbrio notável entre a concentração e o frescor, com corpo médio a encorpado e uma estrutura harmoniosa. A evolução em garrafa contribuiu para suavizar os taninos, tornando-os macios e sedosos. O final é longo e persistente, marcado por especiarias e elegantes notas terrosas, confirmando a complexidade e a maturidade deste vinho.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.