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Quinta de SantiagoVinho Verde

Santiago na Ânfora do Rocim Alvarinho 2024

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2024
Região
Vinho Verde
Tipo
Branco
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Vinho Verde · citrino

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool13% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Vinho Verde

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Vinho Verde

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 8–10 °CFrigorífico 3 h · ou balde com gelo e água 20 min
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Santiago na Ânfora do Rocim Alvarinho é um vinho branco de perfil único e artesanal, que nasce de uma parceria pioneira entre a Quinta de Santiago (produtor de referência na sub-região de Monção e Melgaço, nos Vinhos Verdes) e a Herdade do Rocim (conhecida pela sua grande experiência em vinificação ancestral no Alentejo). Esta colheita junta a pureza identitária da casta Alvarinho com a textura e a complexidade que apenas o estágio em argila consegue conferir.

O vinho revela um encontro improvável, mas extremamente harmonioso, entre a expressividade aromática do Alvarinho minhoto e a tradição ancestral da vinificação em ânfora, típica do Alentejo. O resultado é um branco de personalidade singular, onde a pureza da casta se alia à profundidade e autenticidade do barro.

O estágio em argila acrescenta-lhe uma textura terrosa distinta e uma marcada componente mineral, criando complexidade sem comprometer a identidade varietal da uva.

Nota de Prova ( Robert Parker)

Cor & AromaApresenta uma cor citrina brilhante, com delicados reflexos amarelo-esverdeados.
No nariz, destaca-se pela elegância e precisão aromática, revelando notas florais subtis e fruta cítrica fresca, como lima e casca de limão, envolvidas por um perfil mineral austero e muito definido.

Na prova de boca mostra-se vibrante e estruturado, com uma acidez firme e energética, perfeitamente integrada na textura ampla e na nuance terrosa proporcionada pelo contacto com as películas em ânfora. É um vinho tenso e vertical, mas simultaneamente envolvente, terminando longo, persistente e cheio de profundidade.

Crítica Internacional

Robert Parker (Wine Advocate): Classificado consistentemente com 92 a 93 pontos nas colheitas anteriores (como 2018 e 2019), uma nota excecional para um vinho branco em ânfora.
Jancis Robinson (Julia Harding): Atribuiu 17/20 pontos, elogiando a sua precisão e caráter experimental diferenciador.
Jamie Goode: Avaliou o projeto com 91-93/100 pontos no seu aclamado portal de vinhos.

Distinções Nacionais

Prémio de Excelência (Revista de Vinhos): Integra frequentemente o restrito lote do Top 30 Melhores Vinhos Portugueses.
Revista de Vinhos: Conquistou 18/20 pontos na Prova Temática dedicada a "Vinhos de Talha, Ânfora e Terracotta" e mantém uma média regular de 17,5/20 pontos.
Revista Grandes Escolhas: Pontuação sólida de 17,5/20 pontos, destacando-o como um dos brancos mais originais da região de Monção e Melgaço.
Produtor do Ano: Paralelamente ao sucesso do vinho, a parceira Herdade do Rocim foi coroada como Produtor do Ano nos prémios "Os Melhores do Ano" da Revista de Vinhos.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.