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Vincent GirardinBourgogne

Vincent Girardin Bâtard-Montrachet Grand Cru 2021

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2021
Região
Bourgogne
Tipo
Branco
Enólogo
Eric Germain
Castas
Chardonnay
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool13% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 10–12 °CFrigorífico 2 h · tire-o 10 min antes de servir
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Vincent Girardin Bâtard-Montrachet Grand Cru 2021 é um prestigiado vinho branco da região de Côte de Beaune, na Borgonha (França), amplamente reconhecido pela sua potência e complexidade aromática. Produzido exclusivamente com uvas Chardonnay, este prestigiado Grand Cru destaca-se pela sua energia e pelo excelente equilíbrio entre a riqueza do fruto e a acidez viva.

The Wine AdvocateRP 95Avaliado por: William Kelley

Germain produziu apenas duas barricas do Bâtard-Montrachet Grand Cru 2021, um vinho magnífico que revela aromas de tangerina, pera, pastelaria amanteigada e casca de limão encerada. Na boca, apresenta-se encorpado, sedoso e harmonioso, com uma textura em camadas e grande concentração, sustentado por um núcleo profundo de fruta e por uma acidez vibrante e incisiva.

As reputações, depois de formadas, são difíceis de alterar, e um dos desafios recorrentes da minha atividade profissional é precisamente tentar mudá-las. O tempo passa, as equipas mudam e as abordagens evoluem, mas os estereótipos persistem. Por isso, só posso repetir que os vinhos atualmente produzidos sob a marca Vincent Girardin são excelentes e que tenho todo o gosto em ter alguns deles na minha própria adega.

Os leitores recordarão a história: Vincent Girardin iniciou a sua atividade como produtor em 1982, criando a sua casa de négoce em 1990, tendo como base as propriedades familiares. Distinguiu-se desde cedo pela insistência em comprar uvas, em vez de mosto ou vinhos já elaborados. Quando a expansão das propriedades de Girardin se tornou demasiado exigente, Eric Germain — irmão de Jean-François Germain, responsável pelo conceituado Domaine Henri Germain, em Meursault — foi chamado, em 2002, para supervisionar a produção.

Germain, como ele próprio afirma, tinha a ambição de “não fazer apenas bons vinhos, mas sim grandes vinhos”, capazes também de envelhecer. Sob a sua liderança, ocorreu uma profunda transformação das práticas de vinificação, evolução que prosseguiu desde a aquisição da maison pela Compagnie des Vins d’Autrefois, em 2011.

Os vinhos que outrora eram marcados pela madeira e por alguma exuberância excessiva são hoje tensos, precisos e magnificamente diferenciados pela expressão de cada terroir. Existe atualmente uma atenção muito maior ao detalhe nas vinhas — das quais 21 hectares são já propriedade da casa — e estas estão progressivamente a ser convertidas para uma viticultura biodinâmica.

O estágio é agora mais prolongado, enquanto Germain utiliza muito menos madeira nova e recorre pouco ao bâtonnage. Também deixou de trasfegar as barricas novas, considerando que esta prática favorece a sua integração ao longo do tempo.

Assim, a Vincent Girardin é hoje uma fonte muito séria de Borgonha branca de elevada qualidade, sendo completamente injustificado continuar a considerar este produtor como simplesmente “comercial”. O sucesso num ano como 2020 poderia eventualmente ser relativizado, mas uma prestação tão sólida numa colheita como 2021 é muito mais difícil de contestar — e foi precisamente isso que Germain conseguiu.

A vindima começou a 18 de setembro e prolongou-se até ao final do mês, numa procura deliberada pela plena maturação das uvas. O portefólio inclui, neste ano, algumas cuvées verdadeiramente notáveis. A decisão de proteger as vinhas contra a geada revelou-se igualmente acertada, uma vez que foram precisamente estas cuvées que conseguiram transcender as limitações da colheita.

Publicado em: 18 de janeiro de 2024

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.