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Bodega Vega-SiciliaRibera del Duero

Vega Sicilia Valbuena Tinto 2020

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2020
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
14,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool14,5% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Abaixo do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 3 de 5 — Presente – um aperto suave nas gengivas

Em linha com o típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes Este vinho
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

À vontade com carnes grelhadas e queijos de pasta dura.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 3 de 5 — Fresca e equilibrada – como uma maçã verde

Abaixo do típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada Este vinho
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Versátil à mesa: peixe grelhado, aves, saladas mornas. O frio moderado realça a frescura.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 14,5% vol

Nível 5 de 5 — Quente e intenso – um calor que se prolonga

Acima do típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 14,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais Este vinho

Na prática, neste vinho

Pede pratos ricos e servido um pouco mais fresco, para domar o calor. Copos pequenos e sem pressa.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Vega Sicilia Valbuena 5º 2020 é um vinho tinto emblemático da região de Ribera del Duero, em Espanha, reconhecido pela sua elegância e capacidade de guarda. Esta colheita específica foi influenciada por um ano de chuvas intensas antes da vindima e pelos desafios da pandemia, resultando num perfil descrito como mais etéreo, fluido e elegante em comparação com anos mais quentes.

The Wine AdvocateRP 95Avaliado por: Luis Gutiérrez

O Valbuena 2020 provém de um ano marcado pela COVID-19 e por muita chuva antes da vindima, o que resultou num vinho mais etéreo, com 14% de álcool, pH de 3,9 e 4,45 gramas de acidez. Foi produzido com 97% Tinto Fino e 3% Merlot, arrefecido durante 24 horas e depois fermentado com leveduras indígenas de um pied de cuve em aço inoxidável. Estagiou em barrica e em cubas de carvalho durante o primeiro ano e, no segundo, envelheceu exclusivamente em cubas de carvalho de diferentes tamanhos, de 8.500 e 21.000 litros.

Em 2020, o vinho apresenta uma estrutura mais delicada, é mais fluido e apenas de corpo médio, talvez devido à diluição causada pela chuva; os taninos são finos e polidos, mas há menos suculência no vinho. Pede acompanhamento gastronómico. Com o tempo no copo, o vinho abre-se e torna-se mais aromático, parecendo até ganhar alguma suculência e alterar a textura.

Trata-se de uma produção de 186.286 garrafas, 5.673 magnums e alguns formatos maiores. Foi engarrafado em maio de 2023.

Provei os vinhos do grupo Vega Sicilia no início do ano e incluí novamente aqui os vinhos do Douro (Duero) para contextualização. Na Vega Sicilia, estão a aumentar a capacidade em grandes cubas de carvalho, que são incorporadas no primeiro ano de estágio dos vinhos. O ano de 2020 foi desafiante, com chuva imediatamente antes e durante a vindima, enquanto 2015 foi um ano quente e maduro. O lote sem indicação de colheita foi produzido com vinhos de 2011, 2012 e 2013 e apresentou-se excecionalmente bem. Produzem entre 240.000 e 325.000 garrafas.

Publicado: 19 de junho de 2025

A equipa de James Suckling, através do crítico Zekun Shuai, distinguiu o Vega Sicilia Valbuena 5º 2020 com 96 pontos, enaltecendo a sua precisão, elegância e extraordinário equilíbrio.

Na nota de prova, Shuai refere que o Valbuena 5º deixou de ser visto como o "bebé" do lendário Único para assumir o papel de um verdadeiro "irmão mais novo", partilhando grande parte da sua identidade, embora com uma expressão ligeiramente menos profunda e uma estrutura tânica mais acessível.

O vinho revela um perfil aromático extremamente perfumado e sedutor, com notas de violetas e flores silvestres, acompanhadas por uma intensa expressão de frutos pretos e azuis, como mirtilos e amoras.

BocaEm boca apresenta um corpo médio a encorpado, mostrando-se mais aberto e linear do que o Único, mas sem perder complexidade. Sobressaem nuances de ferro, cedro, mineralidade e cacau em pó, sustentadas por taninos perfeitamente integrados e finamente esculpidos, que conferem textura, elegância e uma notável sensação de harmonia.

FinalO final é excecionalmente longo e persistente, confirmando a classe e o potencial deste Valbuena 5º. Embora já proporcione uma excelente experiência de prova, James Suckling considera que o vinho atingirá um patamar ainda superior após mais quatro a cinco anos de evolução em garrafa, recomendando o seu consumo ideal a partir de 2027, mantendo capacidade de envelhecimento por muitos anos.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.